A Brasileira

  • Nome
    A Brasileira
  • Cidade
    Braga
  • morada
    Largo Barão São Martinho,17
    4700-306 Braga
  • GPS
    41.550869, -8.423485
  • telefone / telemóvel
    +351 253 262 104
  • e-mail
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A Brasileira de Braga

Reabre em 2009 na data que marca os seus 120 anos. Obras de restauro e de modernização acrescentam ao café A Brasileira, de Braga, duas salas e um segundo andar para fumadores e um salão de chá.

O café abre as portas a 17 de março de 1907 pelas mãos de Adolpho de Azevedo, negociante portuense e vice-cônsul do Brasil em Braga. 30 anos depois é adquirido por Joaquim Queirós, que o mantém nos 40 anos seguintes, integrando o vizinho café Sport, na parte mais baixa do café. Em 1977, passa para Joaquim Domingos Godinho. Já após a viragem do século é comprada por Armindo Pinheiro, natural de Ponte da Barca, que ganha o gosto pelo negócio da restauração enquanto emigrado no Brasil. Aliás, são os seus filhos quem atualmente se ocupam com a gestão do estabelecimento.

Reabre então em 2009. Nessa tarde uma multidão de clientes, curiosos e fotógrafos. Mantida intacta a traça do edifício com cinco pisos, em pleno centro histórico. Mesas em ferro fundido, clarabóia e o próprio soalho recuperado com um só mote: manter a identidade e a atmosfera de sempre n'A Brasileira, nomeadamente na convivência de gerações.

O café de saco é uma das marcas da referida identidade, com moinho e máquina originais. É verdade... o que permite manter inalterado o seu sabor, como que eterno.  Curiosamente, alguns clientes mais antigos e exigentes ainda bebem o café de saco em copo de vidro.

Como bom Café Histórico... nem nem só de café vive A Brasileira. Lançamentos de livros e exposições, bem como palco de entrevistas para muitos programas culturais de televisão, são mais pormenores que vêm atestar a credibilidade do espaço.

Muitos dos músicos das bandas de Braga, que marcam nas décadas de 1980 e 1990 uma nova vaga música Rock portuguesa a partir da cidade, encontram-se n' A Brasileira e, curiosamente, são os funcionários mais antigos quem os reconhece e os atesta como ponto de encontro saudável entre as gerações de diferentes saberes.

 

 

A Brasileira of Braga

It reopened in 2009 on the date marking its 120th anniversary. Restoration and modernisation works added two rooms on the second floor for smokers and a tearoom to the A Brasileira café.

The Café opened its doors on 17 March 1907, run by Adolpho de Azevedo, a businessman from Porto and vice consul of Brazil in Braga. 30 years later, it was purchased by Joaquim Queirós, who owned it for the next 40 years, adding the neighbouring Sport café, in the lower part of the Café. In 1977, it was passed to Joaquim Domingos Godinho. At the turn-of-the-century it was bought by Armindo Pinheiro, from Ponte da Barca, who had acquired a taste for the catering business while he was an emigrant in Brazil. Indeed, it is his children who currently manage the establishment.

It was reopened in 2009. That afternoon it was full of customers, curious individuals and photographers. The outline of the five-storey building has been kept intact, right in the historic centre. Tables in cast iron, a skylight and the floor recovered with one motto, namely to keep the identity and atmosphere of the Brasileira intact, particularly the experience of generations.

Drip coffee (café de saco) is one of the marks of the identity mentioned, with the original coffee grinder and machine. It is true... it keeps the flavour intact, as if eternal. Curiously, some older and more demanding customers still drink their drip coffee in glass cups.

As a good Historic Café... A Brasileira does not only exist for coffee. Its credibility as a space is attested by the fact that books are launched and exhibitions open, as well as being a stage for interviews for many cultural programmes.

Many of the musicians in the bands from Braga, who were active in the 1980s and 1990s as part of a new wave of Portuguese rock music in the city, used to meet in A Brasileira and, curiously, it is the oldest employees who recognise and state how it has been a healthy meeting place between generations with different knowledge.